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Tabela de Mergulho DCIEM Procedimentos de Mergulho Recreacional |
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GIANCARLO
GOUVEIA • Instrutor PDIC # 10224 |
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A tabela DCIEM foi desenvolvida pelo Defence and Civil Institute of Environmental Medicine, uma facility de pesquisa do Department of National Defense do Canadá. Os procedimentos e a tabela DCIEM incluem as seguintes informações: limites não-descompressivos, paradas descompressivas a ar (79/21), intervalos mínimos de superfície, correções de profundidade para mergulhos em altitude, procedimentos de mergulho multinível e guias para voar após o mergulho. A tabela A fornece os limites
não-descompressivos para um primeiro mergulho, assim como as paradas
descompressivas para mergulhos que excedam esses limites. 1. Para encontrar o limite não-descompressivo para uma dada profundidade, selecione a profundidade e siga os números até cruzar as linhas grossas verticais. O maior número que aparece à esquerda dessas linhas é o seu limite nãodescompressivo. Exemplo: o limite não-descompressivo para um primeiro mergulho aos 18 metros é de 50 minutos.
3. A velocidade
de subida é de 15 metros (mais ou menos 3 m por minuto), ou seja,
entre 18 e 12 metros por minuto. Esta variação de velocidade é para que
você reduza a sua velocidade de subida quando estiver próximo de
profundidades menores. 4. A
seção à direita das linhas grossas verticais é usada para mergulhos
descompressivos – mergulhos que excedem os limites
nãodescompressivos. As paradas de descompressão devem ser conduzidas
antes de emergir de cada mergulho. Os tempos de parada são dados em
minutos. O tempo gasto entre a saída de um mergulho e o início dos mergulhos seguintes é chamado de Intervalo de Superfície, expresso em horas e/ou minutos. O intervalo de superfície máximo é de 18 horas. Tabela B:
Intervalos de Superfície 2. Conforme aumenta o intervalo de superfície, o FR diminui. Qualquer mergulho realizado quando o FR for maior do que 1.0 é um mergulho repetitivo. Se seu FR é 1.0, use os limites não-descompressivos de um primeiro mergulho (tabela A). Se seu FR é maior do que 1.0, use os limites não-descompressivos de um mergulho repetitivo (tabela C). 3. Antes de realizar mergulhos repetitivos, observe o tempo que será gasto no intervalo de superfície e o fator repetitivo que aparece na tabela B. Se uma emergência forçar você a mergulhar antes do FR previsto, aplique e siga as seguintes regras:
Tabela C:
limites não-descompressivos 1. Para encontrar o limite
não-descompressivo, cruze seu FR com a profundidade do mergulho
repetitivo. 2. Em um mergulho repetitivo,
o tempo de fundo atual é somado ao tempo de nitrogênio residual.
Encontre o tempo de nitrogênio residual (TNR) pegando o limite
não-descompressivo do mergulho repetitivo e subtraindo-o do limite
não-descompressivo do primeiro mergulho para uma mesma profundidade.
3. Adicione o tempo de fundo atual ao TNR. O tempo de fundo atual somado ao TNR é seu Tempo de Fundo Efetivo (TFE). Neste exemplo, somando 40 minutos de tempo de fundo atual ao TNR resultará em um TFE de 70 minutos aos 15 metros e um GR = ‘G’. 4. Caso o tempo de fundo atual exceda os limites não-descompressivos, uma parada descompressiva será necessária. Os tempos de parada são dados na tabela A de acordo com a profundidade e o TFE. INTERVALOS MÍNIMOS DE SUPERFÍCIE Use as tabelas B e C para encontrar os intervalos mínimos de superfície para mergulhos não-descompressivos. 1. Na tabela C, selecione a profundidade e encontre o limite não-descompressivo que seja igual ou exceda o tempo de fundo atual. O FR requerido para realizar o mergulho é dado no topo da coluna onde se encontra o limite encontrado. 2. Na
tabela B, cruze esse FR com o GR do mergulho anterior. O intervalo
mínimo de superfície é dado no topo da coluna. MERGULHOS REPETITIVOS E MÚLTIPLOS MERGULHOS DIÁRIOS 1. O GR
de cada mergulho repetitivo deve ser maior que o do mergulho anterior.
Ou seja, adicione uma letra para o GR de cada mergulho anterior e use a
maior. 2. Após três dias de mergulhos repetitivos, recomenda-se ficar um dia sem mergulhar com equipamento Scuba.
Qualquer mergulho realizado em altitude superior a 300 metros acima do nível do mar é um mergulho em altitude. Correções de profundidade são necessárias quando mergulhando em altitude porque a redução da pressão atmosférica faz com que um mergulho em altitude seja equivalente a um mergulho mais profundo ao nível do mar. A tabela D é usada para converter a profundidade em altitude atual em uma profundidade efetiva que corresponde a uma determinada profundidade usada ao nível do mar. 1. Aplique os seguintes procedimentos somente após você ter se aclimatado com a altitude do local de mergulho por, pelo menos, 12 horas: a) Estabeleça a profundidade e a altitude atuais; b) Encontre a correção de profundidade cruzando a profundidade atual com a altitude; c) Adicione a correção de profundidade a profundidade atual para determinar a profundidade efetiva – que equivale a uma profundidade ao nível do mar para um mergulho em altitude. Aplique a profundidade efetiva na tabela A (ou na tabela C para mergulhos repetitivos); d) Se o mergulho exceder os
limites não-descompressivos, faça a descompressão conforme as profundidades
de paradas descompressivas atuais na tabela D.
2. Caso você necessite mergulhar antes de 12 horas, comece com a PROFUNDIDADE PRÓXIMA MAIOR, a partir da profundidade atual. No exemplo dado acima, comece os procedimentos como se a profundidade atual fosse 21 metros. A profundidade efetiva seria de 27 metros. VOANDO APÓS MERGULHAR 1. DOZE HORAS
é o tempo mínimo requerido antes de voar após um mergulho
não-descompressivo. No entanto, seu FR deve ser 1.0 antes de você voar. 2. Aguarde pelo menos 24 horas antes de voar após qualquer outro mergulho que não seja não-descompressivo. MERGULHO MULTI-NÍVEL: USANDO O SISTEMA DA TABELA DCIEM Um mergulho multi-nível é aquele durante o qual os tempos de fundo são acumulados para duas ou mais profundidades. 1. Conduza a PARTE MAIS PROFUNDA do mergulho PRIMEIRO. Suba para profundidades menores progressivamente. Entre cada passo do seu perfil de mergulho, o limite mínimo de subida é de 6 m. Por exemplo, se a profundidade máxima é de 26 m, o passo 1 é em torno de 27 m. O passo 2 deverá estar aos 21 m ou menos. De profundidades iguais ou que excedam os 30 m, o intervalo mínimo de subida é de 9 m. Não mais do que 4 (quatro) passos poderão ser incluídos no perfil do mergulho. 2. FIQUE NOS LIMITES NÃO-DESCOMPRESSIVOS; Se um limite não-descompressivo for excedido em qualquer passo, termine o mergulho e proceda à(s) parada(s) descompressiva(s) especificada(s) na tabela A. 3. TERMINE em águas RASAS. Imediatamente antes de emergir, gaste 5 minutos, ao menos, entre 6 m e 3 m. Some esse tempo ao seu tempo total de fundo; 4. Tenha como Intervalo de Superfície, ao menos uma hora, antes dos próximos mergulhos. PROCEDIMENTO DO PRIMEIRO MERGULHO Na tabela A, encontre a letra do GR para o primeiro passo de acordo com a profundidade e o Tempo de Fundo. Passo 1: 27 m por 15 min, GR para o passo 1 é ‘C’. Após 15 min aos 27 m os
mergulhadores estão no Grupo ‘C’. Passo 2: 15 m por 20 min, (limite não-descompressivo é 75 min).
No Passo 2, o Tempo Efetivo de Fundo não deverá exceder o limite nãodescompressivo de 75 min aos 15 m. Os mergulhadores gastarão 20 min aos 15 m. Somando ao tempo de fundo atual, o tempo equivalente resultará em um Tempo Efetivo de Fundo de 50 min aos 15 m, no Grupo Repetitivo ‘E’.
Passo 3: 6 m por 8 min, (LND não é aplicado aos 6 m).
No Passo 3, o Tempo
Equivalente para o GR ‘E’ é 150 minutos. PROCEDIMENTO DO SEGUNDO MERGULHO O sistema de passos também serve para o segundo mergulho multinível. O segundo mergulho deverá ser mais raso que o primeiro. Um terceiro mergulho pode ser conduzido, mas não como um mergulho multinível. Num primeiro mergulho, o tempo atual de fundo é usado no primeiro passo porque os mergulhadores estão livres de nitrogênio residual. Num segundo mergulho, a letra do GR para o passo 1 está baseada no Tempo de Fundo Efetivo por causa do nitrogênio residual remanescente do primeiro mergulho.
Para o passo 1 de um segundo
mergulho, o tempo atual de fundo não deve exceder os limites
não-descompressivos da tabela C. Passo 1: 15 m por 35 min, (LND é 45 minutos). O TNR é determinado
subtraindo o limite não-descompressivo do mergulho repetitivo do limite
não-descompressivo do primeiro mergulho. Somando 35 minutos do tempo de fundo real aos 30 minutos de TNR, resultará em um Tempo de Fundo Efetivo de 65 minutos aos 15 metros e GR = ‘G’.
A letra do GR para o passo 1
deve ser igual ou maior do que a do GR final do primeiro mergulho (‘G’
é maior que ‘F’ - o GR final do primeiro mergulho). Em outros casos, o
GR final do primeiro mergulho é aplicado ao passo 1. Além do passo 1, os procedimentos do segundo mergulho são idênticos àqueles usados para um primeiro mergulho. No passo 2 os mergulhadores gastam 25 minutos na profundidade de 9 m . O LND aos 9 m é de 300 minutos. O GR ‘G’ dá um tempo equivalente de 150 minutos aos 9 m. Somando 25 minutos do tempo de fundo real, resultará em um Tempo de Fundo Efetivo de 175 minutos e um GR = ‘H’. Passo 2: 9 m por 25 min (LND é de 300 min)
No passo 3, GR ‘H’ dá um tempo equivalente a 300 minutos. Antes de emergir, os mergulhadores gastam 10 minutos aos 4,5 m. Somando 10 minutos ao tempo atual de fundo resultará em um Tempo de Fundo Efetivo de 310 minutos e um GR final de ‘I’. Passo 3: 4,5 m por 10 min, (LND não é aplicado)
O material apresentado neste artigo é apenas para referência, não devendo ser utilizado como um substituto para treinamento apropriado nas técnicas de mergulho. |