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Trata-me com carinho, meu amado mestre, pois nenhum coração
em todo o mundo será mais agradecido que o meu.
Não tente educar-me com pancadas, pois, embora eu possa lamber-lhe a mão
entre dois golpes, a sua paciência e compreensão irão me ensinar mais
rapidamente as coisas que espera que eu aprenda.
Fale-me muito, pois sua voz é a música doce do mundo, como pode perceber
pelos ardentes sacolejos da minha cauda quando ouço os seus passos.
Quando o tempo está frio e chuvoso, conserve-me dentro de casa, pois sou um
animal doméstico, sem preparo para enfrentar as intempéries e a minha maior
glória será o privilégio de sentar a seus pés.
Conserve a minha vasilha cheia de água fresca, pois além de não poder
reclamar quando está seca, também não posso dizer-lhe quando estou com sede.
Dê-me comida limpa e sadia, para que eu me sinta bem e possa brincar e
pular, cumprir suas ordens, passear ao seu lado, estar sempre pronto a
protegê-lo com a minha própria vida, bastando a sua estar em perigo.
E, mestre, quando eu estiver bem velho, se o Poderoso me privar da saúde e
da visão, não me vires as costas... Faça-me o bem de deixar que a minha vida
de dedicação e fidelidade possa se extinguir suavemente, e eu o farei sentir
com o meu ultimo alento, que sempre me senti seguro em suas mãos.
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