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O 31 de março de 1964 foi uma contra-revolução, com a participação de mais
de 80% da população e a luta armada, que mais tarde teve início, foi
conseqüência, não da vontade dos esquerdistas em redemocratizar o País. Foi
sim, fruto da luta ideológica vivida no mundo e o desejo dos comunistas em
tornar o Brasil, mais um satélite da então URSS. O modelo escolhido para o
Brasil era o de uma outra Cuba. Não foi por acaso que vários brasileiros
fizeram cursos de guerrilha na Ilha.
Com certeza, se em 64 a alternativa comunista fosse vencedora, sem retórica,
as "cabeças iriam rolar " e o derramento de sangue poderia ter durado até
hoje, a exemplo do que ocorreu e ocorre em Cuba e na China.
A outra alternativa provável e também terrível, é que sofreríamos uma
intervenção militar dos EEUU, com apoio de Nações européias. Nosso
território não seria o que é hoje e problemas muito sérios para a
integridade e soberania nacional estariam acontecendo....
Pacificamente, as FFAA sustaram , mais uma vez, a marcha comunista. Com mais
acertos do que erros projetaram e prepararam o País para se tornar a grande
Nação que é hoje, a despeito de todos os problemas conjunturais.
Pacificamente, também, como sempre foi a vocação dos militares, sem sangue,
foi viabilizado o retorno à Democracia ! Isto é um fato !
Outra grande mentira esquerdista se diz respeito da participação do EEUU na
contra revolução de 64. Uma correspondência, recém-divulgada, entre Lincoln
Gordon e o governo de Washington. De um comunicado de 29 de março de 1964,
em que o embaixador, confirmando a iminência da queda do presidente,
insistia para que seus superiores dessem algum respaldo ao movimento que se
preparava, tiraram a brilhante conclusão de que aí estava — enfim! — a
prova, tão antecipadamente alardeada pela esquerda nacional durante quarenta
anos, de que os americanos haviam tramado o golpe ou ao menos tomado parte
no seu planejamento. A conclusão obvia, ao contrário, é que esses
jornalistas não sabem ler ou não quiseram enxergar a data do documento. Na
ocasião do comunicado, fazia mais de um ano que líderes civis e militares
locais vinham tramando a derrubada de Jango. Se dois dias antes da eclosão
do movimento o governo americano era convocado às pressas para fazer alguma
coisa, o que isso prova é evidentemente o contrário do que a esquerda sempre
alegou. Ninguém prepara um golpe com dois dias de antecedência. Os
americanos acompanhavam a coisa de longe e, quarenta e oito horas antes de o
general Mourão Filho colocar a tropa na rua, ainda estavam tentando decidir
o que fazer. Acabaram, é claro, por não fazer nada
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